Cuidado com o Papel de Vítima

Colocar-se (na maioria das vezes) na posição de vítima causa alguns danos, tipo: procrastinação (adiamento) frente às mudanças necessárias, baixa autoestima, entre muitos outros bloqueios pessoais. A personalidade que optou, mesmo inconscientemente, pelo papel de vitimização (em alguns momentos mais do que em outros) acaba se tornando hábil em se justificar diante de suas responsabilidades, iniciativas e atitudes, geralmente se esquivando. Caso insistir neste comportamento, tornará a própria vida uma luta sem fim, um fardo, não haverá avanços, novidades ou melhorias convincentes. É comum a “vítima” supervalorizar e intensificar os acontecimentos negativos de sua própria vida.

Vale ressaltar que estamos falando do papel (personagem) de vítima, que está sendo uma escolha, mesmo inconsciente, por exemplo: quando a pessoa em suas escolhas cotidianas, escolhe sempre o mais fácil, o mais confortável, de mínimo esforço, esta pessoa pode com mais facilidade ir assumindo o papel de se sentir mais a vítima do que a produtora de sua própria vida. E neste papel de vítima a pessoa também pode levar os que convivem com ela a olharem-na como fraca, frágil, limitada, incapaz, quase uma coitada sempre sem escolhas.

Não surpreende, no papel de vítima, a ausência de limites em relação às interferências alheias (de outras pessoas) em sua vida. As vítimas podem facilmente viver para os caprichos das demais e esquecerem suas necessidades pessoais.

Conhece aquela pessoa que agrada todo mundo e acaba se anulando, se omitindo, se reprimindo, se adiando diante de posicionamentos melhores em sua própria vida? É aquela que vive se lamentando depois… Possui tendência a atrair sensações de melancolia, alimentando algumas mágoas e alguns dramas.

O perfil de sempre vítima pode assumir o papel de pessoa manipuladora, pois não é incomum para ela, simular e transferir suas responsabilidades diante de desafios ou insatisfações. E quem convive com as personagens vítimas, sem perceber, pode reforçar tal postura na pessoa, problematizando ainda mais a visão, paralisando-a diante de seus desafios pessoais, intransferíveis.

Não raro, as pessoas “vítimas” estão convencidas que, sendo como são, estão protegidas; são mais queridas e amadas (graças a “sofrerem” sem parar!). E na verdade a “vítima” poderia ser uma pessoa mais dinâmica, positiva, livre da auto-sabotagem e mais confiante; muito mais interessante, corajosa, divertida e leve com as pessoas ao seu lado, de forma mais positiva e verdadeira. Para a transformação, é necessário refletir seriamente sobre:

  1. Em quais situações eu me coloco no papel de vítima?
  2. Posso ter dificuldades em minha interdependência saudável com as demais pessoas?
  3. Estou responsabilizando os outros por meus próprios desacertos, desafios e infelicidade?
  4. É com frequência que me sinto uma pessoa injustiçada? As pessoas só querem me prejudicar?

É fundamental: assumir melhor a autoria pela própria vida, positivamente, buscando melhores crenças, escolhas, comportamentos, hábitos, assumindo erros sem se diminuir como pessoa (todos nós erramos e passamos por desafios!).

Estabelecer limites às influências negativas, saber dizer “não” para o negativo no outro, e para o seu lado negativo também! Dizer “sim” para ganhos de mais consciência sobre a direção da própria vida, buscando, investindo em hábitos e posturas melhores.

Mesmo se fizerem algo negativo a você, causando sensações de dor, só a você cabe permitir que essa dor continue ou não determinando o seu modo de ser, sentir e pensar! Apesar dos acontecimentos tristes, muitos inevitáveis, é você quem responde pelo seu cotidiano melhor, mais iluminado. Alimente pensamentos que te fortalecem, invista na coragem de enfrentar os seus desafios, mesmo que aos poucos. Lembre-se que grandes mudanças acontecem com a soma de pequenas mudanças!

Consultório Psicoterapia
Resp.: Alexandre Arrenius Elias
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Alexandre Arrenius

Psicoterapeuta - Escritor - Consultor. Atendimento Litoral Norte Paulista Caraguatatuba - SP (Whats: 12-9.8126-9555 Livros Publicados: "Quando a Espiritualidade Reencontra a Realidade" e "CONSCIÊNCIA, SEU PRÓXIMO DESAFIO".